Necrológio do Amor Contido
Desprende-se de mim o fogo-fátuo
do verso que se afogou na razão;
do verbo que se embotou em metáfora
morrendo no peito e evitando a mão.
Desprende-se de mim o fogo-fátuo
de todos os versos que eu enterrei.
Evolam-se restos mortalizados
de todas as rimas que eu não ousei.
Como fantasmas, arrastam correntes
e uivam de sede e uivam de fome
os ectoplasmas em nada contentes.
A fome que bebe, a sede que come
devoram-me e sugam-me lentamente
- fogos que queimam e escrevem teu nome.
do verso que se afogou na razão;
do verbo que se embotou em metáfora
morrendo no peito e evitando a mão.
Desprende-se de mim o fogo-fátuo
de todos os versos que eu enterrei.
Evolam-se restos mortalizados
de todas as rimas que eu não ousei.
Como fantasmas, arrastam correntes
e uivam de sede e uivam de fome
os ectoplasmas em nada contentes.
A fome que bebe, a sede que come
devoram-me e sugam-me lentamente
- fogos que queimam e escrevem teu nome.
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