RIO CLARO / SP , ANOS 70, PARA SEMPRE!
Céu azul turmalina,
Brisa acariciante, no cair da noite.
Ruas e avenidas com números,
Num mar de quarteirões quadrados.
Trem chegando na estação,
Trazendo e levando corações.
Serpente metálica, dividindo a cidade:
Parte rica e parte querendo ser.
Bicicletas levando famílias.
Pedalo em busca do meu destino,
Na neblina das manhãs de Inverno.
Minha mãe, meu pai, meus parentes e amigos...
Vivos e à minha disposição!
Meu azulão enfrentando o Velo,
Meus sonhos e desilusões.
Tudo junto, num coquetel saudosista.
Engulo as minhas lágrimas,
De alegria ou de tristeza, não sei.
Cines Tabajara, Excelsior, Variedades
E o corajoso cinema dos Ferroviários,
Templo das minhas ilusões,
Onde sonhei e aprendi a voar.
O carnaval de rua sitia o Jardim Público.
Voz do Morro, Tamoios, Cassamba, Bloco do Moog...
Socorro! pede o Anjo da Concórdia,
O índio se defende com suas flechas
E a Diana agarra-se à sua corça.
Adormeci nos braços da luz negra no Panqueca’s,
Fique prisioneiro de sua luz estroboscópica,
Para finalmente me libertar,
Com um beijo de minha namorada.
Para tudo terminar no apito choroso,
À meia noite do último dia do ano
Ou, antes disto, no caminho reto do Cemitério Municipal,
Com seu túnel de árvores da saudade.
Brisa acariciante, no cair da noite.
Ruas e avenidas com números,
Num mar de quarteirões quadrados.
Trem chegando na estação,
Trazendo e levando corações.
Serpente metálica, dividindo a cidade:
Parte rica e parte querendo ser.
Bicicletas levando famílias.
Pedalo em busca do meu destino,
Na neblina das manhãs de Inverno.
Minha mãe, meu pai, meus parentes e amigos...
Vivos e à minha disposição!
Meu azulão enfrentando o Velo,
Meus sonhos e desilusões.
Tudo junto, num coquetel saudosista.
Engulo as minhas lágrimas,
De alegria ou de tristeza, não sei.
Cines Tabajara, Excelsior, Variedades
E o corajoso cinema dos Ferroviários,
Templo das minhas ilusões,
Onde sonhei e aprendi a voar.
O carnaval de rua sitia o Jardim Público.
Voz do Morro, Tamoios, Cassamba, Bloco do Moog...
Socorro! pede o Anjo da Concórdia,
O índio se defende com suas flechas
E a Diana agarra-se à sua corça.
Adormeci nos braços da luz negra no Panqueca’s,
Fique prisioneiro de sua luz estroboscópica,
Para finalmente me libertar,
Com um beijo de minha namorada.
Para tudo terminar no apito choroso,
À meia noite do último dia do ano
Ou, antes disto, no caminho reto do Cemitério Municipal,
Com seu túnel de árvores da saudade.
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