sonhos que sonhei demais...
o céu infinito está escuro
e o vento sopra desabrido
gaivotas voam em círculo
tempo de inverno duro!
o sol atravessa a madrugada, descolorido
o mar gélido e imenso
tempestuoso, ameaçador
louco como um grande amor.
as palavras vagueiam p'lo meio da tempestade
e ela ali no cais no mar da sua tristeza
morrendo de saudade.
os pensamentos sucedem-se uns aos outros
e a memória já se contradiz
a vida é como o mar, ruidosa
mesmo quando se procura ser feliz.
continuo à procura de conchas na rebentação
para fazer soprar a chama da imaginação
e numa forma sentida, falar de sentimentos
quanto mais neles procurarem
mais me acharão...
este é o poema onde deposito meus ais
um jogo de palavras, onde sou e não sou
sonhos que sonhei demais,
no perto que é tão longe
que o coração me quebrou.
natalia nuno
e o vento sopra desabrido
gaivotas voam em círculo
tempo de inverno duro!
o sol atravessa a madrugada, descolorido
o mar gélido e imenso
tempestuoso, ameaçador
louco como um grande amor.
as palavras vagueiam p'lo meio da tempestade
e ela ali no cais no mar da sua tristeza
morrendo de saudade.
os pensamentos sucedem-se uns aos outros
e a memória já se contradiz
a vida é como o mar, ruidosa
mesmo quando se procura ser feliz.
continuo à procura de conchas na rebentação
para fazer soprar a chama da imaginação
e numa forma sentida, falar de sentimentos
quanto mais neles procurarem
mais me acharão...
este é o poema onde deposito meus ais
um jogo de palavras, onde sou e não sou
sonhos que sonhei demais,
no perto que é tão longe
que o coração me quebrou.
natalia nuno
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