quimera...
encho meus dedos de leveza,
quando a natureza me abre os braços
cresce em mim a esperança,
esqueço os medos e dou mais uns passos,
sob o sol da tarde, há aves felizes
nas árvores nasceram mais uns rebentos
e mais um sonho nos meus pensamentos.
as palavras soltam-se e respiram,
volto ao ponto de partida
e o sonho se torna vida...
abro a porta ao poema, com simplicidade
fecho os olhos volto atrás ao passado
tão distante, onde ficou a felicidade,
que é agora saudade.
à esquina do vento, a menina
da minha recordação,
escoam-se noites e dias
e minha mente quase em vão,
o sol já declina para o poente,
lembro a aldeia, por lá ficou a juventude
aldeia onde cresci e me fiz gente
fonte de milagres onde me refugio amiúde.
as palavras comovidas adormecem
no poema, enquanto mastigo sonhos,
de mim se esquecem
deixam-me perdida, os anos envelhecem
já não ouço a voz da quimera
é a solidão, só a noite me saúda,
e a natureza me dá força, tudo muda
hei-de alcançar ainda a primavera.
natalia nuno
quando a natureza me abre os braços
cresce em mim a esperança,
esqueço os medos e dou mais uns passos,
sob o sol da tarde, há aves felizes
nas árvores nasceram mais uns rebentos
e mais um sonho nos meus pensamentos.
as palavras soltam-se e respiram,
volto ao ponto de partida
e o sonho se torna vida...
abro a porta ao poema, com simplicidade
fecho os olhos volto atrás ao passado
tão distante, onde ficou a felicidade,
que é agora saudade.
à esquina do vento, a menina
da minha recordação,
escoam-se noites e dias
e minha mente quase em vão,
o sol já declina para o poente,
lembro a aldeia, por lá ficou a juventude
aldeia onde cresci e me fiz gente
fonte de milagres onde me refugio amiúde.
as palavras comovidas adormecem
no poema, enquanto mastigo sonhos,
de mim se esquecem
deixam-me perdida, os anos envelhecem
já não ouço a voz da quimera
é a solidão, só a noite me saúda,
e a natureza me dá força, tudo muda
hei-de alcançar ainda a primavera.
natalia nuno
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