QUANTAS VEZES
(Antologia PALAVRAS PARA A HISTÓRIA - Gerábriga - Associação Cultural)
QUANTAS VEZES
Quantas vezes te disse,
vamos falar de nós.
Como se desconhecêssemos
porque é que a terra
tem de ser lavrada,
porque é que a rede do pescador
tem de ser remendada,
e as pontas dos fios
que se partem no tear
têm de ser unidas e atadas.
E nós sabemos que a casas,
que se fragilizam no tempo,
são reféns de nova visão
e de mãos sábias e recuperadoras.
E nós sabemos do desespero
de uma planta no seco verão,
é como se tivesse ferida aberta
a esvair-se de sangue
no seu depauperado coração.
José António de Carvalho, 13-setembro-2020
QUANTAS VEZES
Quantas vezes te disse,
vamos falar de nós.
Como se desconhecêssemos
porque é que a terra
tem de ser lavrada,
porque é que a rede do pescador
tem de ser remendada,
e as pontas dos fios
que se partem no tear
têm de ser unidas e atadas.
E nós sabemos que a casas,
que se fragilizam no tempo,
são reféns de nova visão
e de mãos sábias e recuperadoras.
E nós sabemos do desespero
de uma planta no seco verão,
é como se tivesse ferida aberta
a esvair-se de sangue
no seu depauperado coração.
José António de Carvalho, 13-setembro-2020
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