Um adeus a Cidade
É com dores, mas que dores?
Como a do parto, assim parto
Com alegre tristeza pelas cidades
Que te fiz? Ó austero, Juro-te Adeus!
Castraste-me os prazeres, adeus
Mas com Deus eu me vou a campo
Cidade, de reluzentes e belo despautério, Adeus
Eu me vou sofrer por escopo
Me soa no ventre o peregrino
Sou anacrônico, hoje me vou embora
Embora, do desvairado assassino
A qual não lhe sirvo a alma
A Deus à guardo, ó bendita
Alma minha, quão preciosa
Me és, por isso, adeus as cidades
No campo me vou guardar para Deus
Basílio, 2021
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