Infinito paradoxo

Neste infinito paradoxo ausenta-se a lógica e a antítese
Dos silêncios paralelísticos, linguísticos e tão contraditórios
Resta à intuição lúcida e incoerente redesenhar as mesmas
Discrepâncias contidas em tantas palavras impugnadas e irreverentes
Neste infinito paradoxo a convexidade de um eco plana à superfície
De mil centímetros espelhados no imaginário do tempo real e perplexo
Abaulado cada segundo esconde-se no meio de intrincados uivos unisexos
São como projeções ortogonais planando na verticalidade dos desejos em anexo
Frederico de Castro
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