Solitariamente

Solitariamente descansa a noite ali esquecida e abandonada
Sessenta segundos são um desgosto para cada hora consternada
O assustador eternizar da solidão uivando à deriva…tão destroçada
Solitariamente o tempo jaz confinado a um breu quase congelado
Tinindo em meus lábios cada sussurro pesa uma tonelada de ecos contristados
Sem espaço o vazio preenche todos os vácuos onde cabem os lamentos asfixiados
Frederico de Castro
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