Numa doce brisa

Sinto nas memórias os beijos de cada brisa aglutinante
No cume dos céus regam a vida colorida intensa e fragrante
Afagam o silêncio assobiando no dorso suave de um sonho palpitante
Numa doce brisa a solidão predestinada reproduz-se num eco inalterável
Na tela das memórias pinta-se uma carícia tão ígnea, flamejante e indomável
Vivificam a manhã empoleirada nas persianas do tempo acontecendo inadiável
Frederico de Castro
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