Pintura de Família, em Perspectiva
Eles não cresceram e se esconderam entre cercas de si, acerca dum sonho que
não sonharam, em formas de não completude. E pelas casas que um dia minhas
foram eu os vi, não havia mais as casas nossas, e nem vinha a mim as coisas que
nos eram partilhadas, partidos são agora, sãos em seus chãos, salvos de suas
enchentes, recorrentes de suas paredes, correndo não mais além de pra longe de
rirem-se, rindo-me do meu tornar-me criança de amar a vida e rir-me deles.
Eles não cresceram e eu fiquei jovem, e eu não os conheço senão do que passado
nos foi, os anos e lições passaram-se e eles passaram a guiar com mãos de ferro
seus destinos em dias de gravatas e tanto outros nós, casaram-se com dias que
nunca conheci nas minhas demasiado frouxas mãos que não seguram o concreto.
De casa em casa as noites suas são obrigações que peso em não carregar, cargas
distantes de energia que antes compartilhamos, acarretam a si dos seus brilhos o
oscilar, preservam sua constantes de salas daqui e dacolá.
Eles não cresceram e são quadros, e eu não configuro mais deles, reuni-me em
sala de celebração alguma, longe de seus portões e entradas, fecharam-se os
nossos acessos, e eles caminham bem sucedidos, e eu sucedo a eles nas coisas
todas que eles não continuaram. Eu tenho assombro e êxtase, sem amor não
amo, e minha mão não consigo mais fazer a eles chegar, nem por culpa ou
apreço, falta-me a vontade de lhes ser, os acompanhar, falta-me elos que
ultrapassem o das nossas veias.
Eles não cresceram e se esqueceram de si, lembram-se de mim como quem se
esqueceu deles, verdade eu quis que fôssemos, mas borrou-se a maquiagem, não
sonharam comigo o que sonhei que não houvesse a nos faltar. Eles caem tão
certo ao chão, e não sangram senão em silêncio, nem confundem suas tão
estabelecidas sílabas, eu grito de tudo o que me chega, e tudo me arrebata, e
eles estão depositados em todos os seus bancos, os de render e os de adorar,
com igual cegueira, pregando dum e doutro o mesmo teor.
Eles não cresceram, e fiquei livre do nosso acordo, todos dormem e eu acordo
comigo em meus próprios termos, sem laços de obrigação, em seus casulos eles
se privam de me amar, privo-me eu de afeição na amplidão do meu céu
escancarado, eles diminuem em seus não-espaços e congelam-se em seus nãocalores, eu me estico em minhas aberturas e me deles distingo na intensidade de
meus fulgores.
não sonharam, em formas de não completude. E pelas casas que um dia minhas
foram eu os vi, não havia mais as casas nossas, e nem vinha a mim as coisas que
nos eram partilhadas, partidos são agora, sãos em seus chãos, salvos de suas
enchentes, recorrentes de suas paredes, correndo não mais além de pra longe de
rirem-se, rindo-me do meu tornar-me criança de amar a vida e rir-me deles.
Eles não cresceram e eu fiquei jovem, e eu não os conheço senão do que passado
nos foi, os anos e lições passaram-se e eles passaram a guiar com mãos de ferro
seus destinos em dias de gravatas e tanto outros nós, casaram-se com dias que
nunca conheci nas minhas demasiado frouxas mãos que não seguram o concreto.
De casa em casa as noites suas são obrigações que peso em não carregar, cargas
distantes de energia que antes compartilhamos, acarretam a si dos seus brilhos o
oscilar, preservam sua constantes de salas daqui e dacolá.
Eles não cresceram e são quadros, e eu não configuro mais deles, reuni-me em
sala de celebração alguma, longe de seus portões e entradas, fecharam-se os
nossos acessos, e eles caminham bem sucedidos, e eu sucedo a eles nas coisas
todas que eles não continuaram. Eu tenho assombro e êxtase, sem amor não
amo, e minha mão não consigo mais fazer a eles chegar, nem por culpa ou
apreço, falta-me a vontade de lhes ser, os acompanhar, falta-me elos que
ultrapassem o das nossas veias.
Eles não cresceram e se esqueceram de si, lembram-se de mim como quem se
esqueceu deles, verdade eu quis que fôssemos, mas borrou-se a maquiagem, não
sonharam comigo o que sonhei que não houvesse a nos faltar. Eles caem tão
certo ao chão, e não sangram senão em silêncio, nem confundem suas tão
estabelecidas sílabas, eu grito de tudo o que me chega, e tudo me arrebata, e
eles estão depositados em todos os seus bancos, os de render e os de adorar,
com igual cegueira, pregando dum e doutro o mesmo teor.
Eles não cresceram, e fiquei livre do nosso acordo, todos dormem e eu acordo
comigo em meus próprios termos, sem laços de obrigação, em seus casulos eles
se privam de me amar, privo-me eu de afeição na amplidão do meu céu
escancarado, eles diminuem em seus não-espaços e congelam-se em seus nãocalores, eu me estico em minhas aberturas e me deles distingo na intensidade de
meus fulgores.
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