Carnaval fora de época 🔴
Pandemia, guerra e eleições. Quase não discutimos futebol — em ano de Copa do Mundo e onde já foi considerado o país do futebol. O Carnaval oficial, copiando o carnaval fora de época, ocupou um cantinho da agenda, em abril. Afinal, para alguns, têm que haver os dias do “golden shower” público e aceitável.
Mesmo para quem gostava da festa, o feriadão se tornou a oportunidade ideal para cair na estrada, fugindo de foliões exagerados (do tipo: ”eu nunca me diverti tanto”).
Esse “Carnabril” (outono), depois das múltiplas doses das vacinas, das máscaras, do isolamento social e do “lockdown”, pareceu-me uma concessão governamental para a diversão. A alegria carnavalesca, por ser datada, sempre exalou artificialidade; este ano, por ter sido adiado, pareceu mais mecânico — tipo: a partir de hoje e daqui pra lá tudo é permitido. De repente, apesar de tudo, era obrigatório, pelo menos, aparentar estar feliz. É a “Facebooklização da Festa de Momo.
Nessa folia permitida, emulando pseudo-artistas, o que sempre se vê são performances tentando chocar, vá, lá, a sociedade, a classe média ou a “família brasileira — nesse pacote devem estar, obrigatoriamente, incluídos: velhos, brancos e heterossexuais. Para começar a inverter a avaliação de quem é o verdadeiro “careta” na realidade, é só perguntar ao vovô e a vovó como foi 1968. Se eles responderem com um sorrisinho safado, vá ao banheiro, deite em posição fetal e recolhasse à sua insignificância em termos de contestação do padrão de sociedade.
Com o preciosismo de algumas semanas e seguindo uma nova denominação religiosa chamada “Ciência”, os governantes deram um drible no coronavírus. O maldito vírus, é claro, obedecendo à nossa sempre zelosa terceira via (usando alinhadíssimos ternos, falando um belo português e respeitando a liturgia do cargo), não atacou em datas, horários e locais especiais.
Segundo os respectivos protocolos da ONU - OMS, os políticos (sempre eles) mantiveram o povão controlado e liberaram (em ano de eleições) a soltura das bruxas. Agora segurem...
Mesmo para quem gostava da festa, o feriadão se tornou a oportunidade ideal para cair na estrada, fugindo de foliões exagerados (do tipo: ”eu nunca me diverti tanto”).
Esse “Carnabril” (outono), depois das múltiplas doses das vacinas, das máscaras, do isolamento social e do “lockdown”, pareceu-me uma concessão governamental para a diversão. A alegria carnavalesca, por ser datada, sempre exalou artificialidade; este ano, por ter sido adiado, pareceu mais mecânico — tipo: a partir de hoje e daqui pra lá tudo é permitido. De repente, apesar de tudo, era obrigatório, pelo menos, aparentar estar feliz. É a “Facebooklização da Festa de Momo.
Nessa folia permitida, emulando pseudo-artistas, o que sempre se vê são performances tentando chocar, vá, lá, a sociedade, a classe média ou a “família brasileira — nesse pacote devem estar, obrigatoriamente, incluídos: velhos, brancos e heterossexuais. Para começar a inverter a avaliação de quem é o verdadeiro “careta” na realidade, é só perguntar ao vovô e a vovó como foi 1968. Se eles responderem com um sorrisinho safado, vá ao banheiro, deite em posição fetal e recolhasse à sua insignificância em termos de contestação do padrão de sociedade.
Com o preciosismo de algumas semanas e seguindo uma nova denominação religiosa chamada “Ciência”, os governantes deram um drible no coronavírus. O maldito vírus, é claro, obedecendo à nossa sempre zelosa terceira via (usando alinhadíssimos ternos, falando um belo português e respeitando a liturgia do cargo), não atacou em datas, horários e locais especiais.
Segundo os respectivos protocolos da ONU - OMS, os políticos (sempre eles) mantiveram o povão controlado e liberaram (em ano de eleições) a soltura das bruxas. Agora segurem...
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