🔴 O jantar do Lula
Lula ofereceu um jantar. Para quem pensa que o banquete faz parte da velha promessa de campanha, é bom ir correndo recolher o equino da precipitação pluviométrica. Não pode ser para o povão uma refeição custando 20 mil reais. Certamente isso não faz parte do pacote que garantia três refeições por dia (café da manhã, almoço e janta). Vendo o Lula lançando essa bravata, dá até fome.
Contudo, o valor é apenas um disfarce, para dizerem que não houve roubo. Antes, o subterfúgio era a “vaquinha”. De qualquer maneira, quem pôde se refestelar no regabofe garantiu duas coisas: comeu bem, mas votará mal.
Inicialmente, estavam previstos 100 advogados e empresários com direito a matar a fome no evento, no entanto, mais pessoas necessitaram aplacar a crise de abstinência, por isto o evento foi ampliado. A ralé, como não dispõe dos 20 mil, somente aplacará a fome quando eleger o “bom ladrão”. Isto chama-se justiça social da vida real.
As presenças e tipos de evento que o ex-presidente vem protagonizando exemplificam o caráter exclusivo da campanha. Excluindo e tratando o povo como segundo plano, Lula e Alckmin — seu novo melhor amigo de infância — seguem confiando nas pesquisas e no Supremo Tribunal Federal (STF).
No dia 26 de junho de 2022, os convivas foram chegando. Tiveram que passar pelo detector de metais e deixar seus aparelhos celulares — afinal, empresários, advogados e políticos estavam ali para aplacar uma fome que é muito diferente da que um simples jantar será capaz de saciar. Por algum motivo, nenhum celular pôde registrar.
Sentindo-se desinibido entre “as elite”, o Partido dos Trabalhadores (PT) arrecadou financiamento para botar a turma de apoiadores nas ruas — abastecida com mortadela, tubaína, cachê, ônibus, camiseta, boné, bandeira etc. Este apoio é vital, porque, até agora, Lula não conseguiu pisar nas ruas e, fora o jantar exclusivo, jantou trancado no quarto do hotel. Ainda está faltando o contato com o povão que, segundo as pesquisas, o elege, talvez, no primeiro turno.
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