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Quem te encanta, passarinho, para que cantes o dia inteiro?
Quem plantou a calma no teu peito que te instiga e faz compor?
Se é ela, a tua dama, que inspira esse teu jeito,
Ensina-me a ser passarinho para que eu cante ao meu amor.
Se te calas ao cair da noite com a desculpa da escuridão,
Não te culpas, pois na tua falta, eu canto a lua que vem a nascer.
Bem de manhã eu te devolvo as nuvens e o clarão,
Já que o meu amor, no horizonte, acabara de morrer.
Canta, canta, passarinho, para que eu também possa me encantar.
Canta a vida e o seu brilho, que as minhas dores eu sei cantar.
Volta para casa, passarinho, que a tua ausência só me mata.
Sem tu, quem vai cantar todo o carinho que eu guardei de quem me amava?
Rômulo Luna
Quem plantou a calma no teu peito que te instiga e faz compor?
Se é ela, a tua dama, que inspira esse teu jeito,
Ensina-me a ser passarinho para que eu cante ao meu amor.
Se te calas ao cair da noite com a desculpa da escuridão,
Não te culpas, pois na tua falta, eu canto a lua que vem a nascer.
Bem de manhã eu te devolvo as nuvens e o clarão,
Já que o meu amor, no horizonte, acabara de morrer.
Canta, canta, passarinho, para que eu também possa me encantar.
Canta a vida e o seu brilho, que as minhas dores eu sei cantar.
Volta para casa, passarinho, que a tua ausência só me mata.
Sem tu, quem vai cantar todo o carinho que eu guardei de quem me amava?
Rômulo Luna
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