PÉROLAS DE UM TEMPO
LÍLIA TAVARES, in CASA DE CONCHAS (Col. Mãos de Semear- 2; ModoCromia, 2022)
As fotografias que nunca emoldurei,
pérolas de um tempo próximo das pedras,
deixam-se ficar entre jornais, amores e poeira.
Arde comigo a memória do papel dado ao vento.
Da nossa passagem permanecerá
a penumbra das noites seguidas de silêncio.
Incendeia-me na nudez das tuas mãos,
barco sem remos arrancado às areias.
Enlouqueço à sombra de diamantes e ferrugem.
As fotografias que nunca emoldurei,
pérolas de um tempo próximo das pedras,
deixam-se ficar entre jornais, amores e poeira.
Arde comigo a memória do papel dado ao vento.
Da nossa passagem permanecerá
a penumbra das noites seguidas de silêncio.
Incendeia-me na nudez das tuas mãos,
barco sem remos arrancado às areias.
Enlouqueço à sombra de diamantes e ferrugem.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski