Eu vejo tantos fidalgos
eu vejo tantos fidalgos
em seus carros rebaixados
em suas caminhonetes do ano
e com seus paredões estourados
implorando por atenção
humilham os seus irmãos
destroem o que não construíram
com a cara toda fechada
não falam com seu ninguém
sim, eu sei
é tudo fachada
eles não têm nem um vintém
quando têm é de papai
quando não tiram do pão
nos bancos suas contas crescem
reluzem suas peles brancas
alguns mais escurinhos
fazem lamentavelmente o seu burburinho
esperando em vão a ascensão
outros em suas motos empinando
zuada do cão que vem cortando
a atmosfera desigual desta cidade
andar a pé é um pecado
melhor a morte do que assim sair na vida
mas já pensasse quais as feridas
que esse nosso povo carrega?
em seus carros rebaixados
em suas caminhonetes do ano
e com seus paredões estourados
implorando por atenção
humilham os seus irmãos
destroem o que não construíram
com a cara toda fechada
não falam com seu ninguém
sim, eu sei
é tudo fachada
eles não têm nem um vintém
quando têm é de papai
quando não tiram do pão
nos bancos suas contas crescem
reluzem suas peles brancas
alguns mais escurinhos
fazem lamentavelmente o seu burburinho
esperando em vão a ascensão
outros em suas motos empinando
zuada do cão que vem cortando
a atmosfera desigual desta cidade
andar a pé é um pecado
melhor a morte do que assim sair na vida
mas já pensasse quais as feridas
que esse nosso povo carrega?
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski