Etimologia da palavra romance
Pegam uma coisa
E a chamam de pedra
A ela atribuem substância
E passamos ao convívio
Dessa coisa
De matar passarinho
De colocar no trilho do trem
De fazer casa
E de calçar as coisas pensas
E toda vez que pegamos
Uma dessas coisas
Chamada pedra
E a atiramos ao rio
O fundo da coisa nominada rio
Já não é mais só fundo
Porque uns pés inesperadamente
Podem tocar a pedra e cair
E inventar uma outra coisa
Que alguém, com a mão estendida, possa
Atribuir substância de fazer casa
E de calçar as coisas pensas.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Antíteses antigas
Frente a frente num ambiente no qual o sol não se dava de coadjuvante frente a frente na mesma mesa o tronco e o machado beberam e nem se…
Darlan de Matos Cunha
O Renegado.
Minhas palavras estão travadas pelo silêncio de um domingo - onde todos amigos que eu tinha , acamparam em outras estradas. Caminhos este…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Fala
a palavra lavra o poema roçado verbal enxada e trena crava o poeta em sua cena o poema afaga a palavra quanto amante na lírica fala o poe…
AurelioAquino
voz
como pode ser tão doce
vocês reduzem a frequência
mais é algo belo e angelical
que diz algo muito bobo e banal
que …
feudido