Invejo as árvores
Invejo as árvores porque embora tristes
não se queixam de nada,
nem mesmo do cansaço,
quanta força é necessária para não deitar.
Invejo as árvores,
é preciso dose de coragem para ser despercebida e odiada,
não pedir para ser amada,
contentar-se em não ser.
Invejo as árvores,
especialmente as mortas,
quanta honra há em estar morto e não sentir,
ter havido e jazido com apenas a terra,
o sol e a chuva por seus amigos.
De que não é capaz a solidão!
Robson Vieira
não se queixam de nada,
nem mesmo do cansaço,
quanta força é necessária para não deitar.
Invejo as árvores,
é preciso dose de coragem para ser despercebida e odiada,
não pedir para ser amada,
contentar-se em não ser.
Invejo as árvores,
especialmente as mortas,
quanta honra há em estar morto e não sentir,
ter havido e jazido com apenas a terra,
o sol e a chuva por seus amigos.
De que não é capaz a solidão!
Robson Vieira
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