Palavras duras
As minhas palavras juntaram-se contra mim em vingança,
tornaram-se fortes e amigas,
formaram versos, alguns brandos,
outros rimados,
alguns simétricos.
Remexem as minhas entranhas em desespero por liberdade das cadeias em que as encerro.
Imploram para ser escritas,
juram-me lealdade.
De meus intestinos fazem graça,
cortam o fôlego de meus pulmões
e prendem o pranto que meus olhos anseiam.
Ainda me matam esses versos inquietos que sugam a substância pegajosa do meu ser.
Dou de ombros, pois desejo.
As palavras duras quando desenterradas beijam-me o rosto em gratidão.
Robson Vieira
tornaram-se fortes e amigas,
formaram versos, alguns brandos,
outros rimados,
alguns simétricos.
Remexem as minhas entranhas em desespero por liberdade das cadeias em que as encerro.
Imploram para ser escritas,
juram-me lealdade.
De meus intestinos fazem graça,
cortam o fôlego de meus pulmões
e prendem o pranto que meus olhos anseiam.
Ainda me matam esses versos inquietos que sugam a substância pegajosa do meu ser.
Dou de ombros, pois desejo.
As palavras duras quando desenterradas beijam-me o rosto em gratidão.
Robson Vieira
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Love him
Love him
People
The same way
I love
My father
He is the one that
Had created you all
In his image
And in god’s ey…
Aldo gabbay kraas
quando a poesia termina
há uma chantagem despercebida quando a poesia termina fica a linguagem do dia a dia essa que sem roupas ou camuflagens fura como cristais…
Kátia Surreal
fugindo da tese
estou poeticamente fugindo da tese mais trágico que isso só o compromisso rompido com a terapia ando fugindo demais de tudo o que é real…
Kátia Surreal
recorro aos ancestrais
quando meu pai me conta sobre suas ascendências indígenas indago à natureza qual minha tribo ela então me diz que minha raiz é o encontro…
Kátia Surreal