La Basura
Lo que te sirvió en El pasado
Hoy no te sirve más,
Resto del pan, sobras del aguas
Por tú rechazado,
Empujado por una escoba,
Cosechado por una pala,
Jugados en mi mesa.
Lo que no te sirve,
Alimenta mi sudor,
Lo que no me sirve hace sudar,
Otro cuerpo en el polvo de mi escoba.
Mimote y el pan pongome
Pongote a la mesa,
En dia de grandeza.
El papel que a-masas,
La hidráulica que quiebras
La má(la)-quina sin función
Es meta-morfo-sis de tú basura
Transformándose en mi pan.
Del pan nuestro, de grano en grano,
De cada día mi sustento.
Oro por tú que hace basura,
Para agradecer el picnic.
Bella tarde de sol,
Sentome al solo y sirvome,
Manzana dañada, carne-sentida,
Nutrí á mi, á mi perro,
Y a la hormiga que mordí.
En la tuya mesa tienes abundancia,
Y en mi mesa falta abundancia,
Y de tanta falta, sólo me falta
Un infarte en la mía creatura,
Pues me falta vitamina,
Me falta higiene
En esta mía caminada durable.
Tchoroco Záfenat
12-13/04/2010
Comentários (1)
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2026-05-25
É meu caro poeta Tchoroco Záfanat- a desigualdade social, é muito grande, e teu coração fala mais alto , pelos restos que tu comes em uma sociedade fechada sobre si mesma, o lixo para ela é um banquete para ti. muito triste e ao mesmo tempo uma realidade da América Latina. Ademir.
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