TRANSPARENTE

Ela veste branco o encanto
Num dia comum de primavera
Quando vão ao mar todos os barcos

Ela veste branco gelo em neve
Enquanto deixa que a espuma enlace
Na bainha de suas vestes e alinhave

Ela veste branco o contorno magenta
Porque sabe que a alva nuvem
Inveja de brandura a sua vestimenta

Sequer um dia não houvera
Em que branco ela vestisse um pigmento
Sem turvar de claro o transparente

Ela sabe dos ardores da agulha
Que cose o manto de seu vestido branco
E de onde o fio da fina linha lhe advém

Só eu não sei do que me experimenta
Revoar seus brancos é despir meus panos
Como não houvesse mais cores nem ninguém



psrosseto.webnode.com
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