ESQUECESTE DE SER TUA
Na tua alma faz-se luto
cada vez que a porta se fecha
e os seus passos se perdem
na imensidão da noite
vestes a pele de sentinela
nas madrugadas caladas
a porta do quarto entreaberta
a sua cama vazia...
esqueceste o nome que tinhas
antes de seres quem és
esqueceste a cintura fina
os seios rijos, o rosto viçoso
perdeste a altivez no andar
porque o sol rompeu
a alvorada dos teus dias
e tu toda vergaste ao seu esplendor
esqueceste de ser tua
pertences a todos menos a ti
não sorris sem temer o castigo
não abraças o canto sem temer o pranto
és doente crónica
sofres desse mal chamado amor
que as dores do parto são para a vida inteira
esqueceste o nome que tinhas
antes de seres mãe.
cada vez que a porta se fecha
e os seus passos se perdem
na imensidão da noite
vestes a pele de sentinela
nas madrugadas caladas
a porta do quarto entreaberta
a sua cama vazia...
esqueceste o nome que tinhas
antes de seres quem és
esqueceste a cintura fina
os seios rijos, o rosto viçoso
perdeste a altivez no andar
porque o sol rompeu
a alvorada dos teus dias
e tu toda vergaste ao seu esplendor
esqueceste de ser tua
pertences a todos menos a ti
não sorris sem temer o castigo
não abraças o canto sem temer o pranto
és doente crónica
sofres desse mal chamado amor
que as dores do parto são para a vida inteira
esqueceste o nome que tinhas
antes de seres mãe.
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