TAMBÉM HÁ POESIA NO QUE NÃO TE ESCREVO
Amar-te é brincar às escondidas com o destino
É desesperar no tempo e questionar se existes
Se demoras, se chegas, se ficas, se tornas a vir
É querer-te e rasgar caminhos para fugir de ti
Amar-te é um emaranhado de coisas por dizer
É um sem-fim de apagar poemas sem sentido
De dizer com os olhos o que os dedos omitem
Pois também há poesia no que não te escrevo
Amar-te é isto e tudo o mais que não se explica
As cores dos pássaros que à noite me visitam
Esta inquietação constante na pele dos lábios
O contar das horas que ainda faltam para te ter
É desesperar no tempo e questionar se existes
Se demoras, se chegas, se ficas, se tornas a vir
É querer-te e rasgar caminhos para fugir de ti
Amar-te é um emaranhado de coisas por dizer
É um sem-fim de apagar poemas sem sentido
De dizer com os olhos o que os dedos omitem
Pois também há poesia no que não te escrevo
Amar-te é isto e tudo o mais que não se explica
As cores dos pássaros que à noite me visitam
Esta inquietação constante na pele dos lábios
O contar das horas que ainda faltam para te ter
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