NÃO HÁ ESPAÇO (1979)
Não há espaço para as paredes subirem verticais até ao sol que nasce.
Não há escalas para a desentoação original das palavras.
Não há nada concreto que tenha para vos dizer.,
apenas as silhuetas altas dos meus poemas
e rios que correm, formando um espelho à superfície,
mariposas breves que andam a abraçar as flores,
aromas que os céus trazem nas tardes chilreantes de verão,
paisagens brancas que vêm com o inverno.
Não há espaço para nada, as realidades acutilam-se
como se estivessem todas fechadas numa sala pequena e escura.
Só as planícies do além é que devem ser amplas e belas.
Não há escalas para a desentoação original das palavras.
Não há nada concreto que tenha para vos dizer.,
apenas as silhuetas altas dos meus poemas
e rios que correm, formando um espelho à superfície,
mariposas breves que andam a abraçar as flores,
aromas que os céus trazem nas tardes chilreantes de verão,
paisagens brancas que vêm com o inverno.
Não há espaço para nada, as realidades acutilam-se
como se estivessem todas fechadas numa sala pequena e escura.
Só as planícies do além é que devem ser amplas e belas.
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