Deus ❤ Satanás
(deus e satanás)
Distante do acaso
Devem ser, de algum jeito, muito amigos
O divino, embarbado, no trono sentado em relaxo
De momices relapsas que agitam mares e quebram aço
Serviu ao mundo, em pequenos bocados, não paz,
Desgraças e infortúnios bem temperados à mão do diabo que, penso, coitado pelo inferno encarregado
Provou do saibo vilanesco e gostou
Pobre capacho!
Estes deves ser aliados... Sim, bem amigos
Pois, está-se mesmo a ver
Que por uma árvore que nem foi ideia nossa
Talou-nos o destino e jogou-nos à casca da rolha
Quando um é amado, o é outro temido
Revezando episódios de herói e bandido
Quando o barbado se acagaça, o outro é acusado
Pois já não há outro de laia angélica
Que ouse usar a truculência para o bem do
Seu criador, deus-pai e comparsa
Mas, seguindo nessa desgraça,
O vermelho, chifrudo, com o bidente portado
Assim pintado pelo mundo, no manto de malvado se fez de vilão a bem do seu amigo
Prometendo e assombrando
Rios de desgraça e tribulações
Num dia ensolarado, como doutra vez no Éden
O antes da luz
Mais coitado que culpado, rei dos enigmas e tabus,
Ao filho do amigo chegou crapuloso, lançando charadas e piropos, pedras a preço de pão, demandando traição, reinos no lugar de adoração
Bem tentou, só negas porém
Do emanuel messias miraculoso quando convém
O amigo, conhecedor e maquinador do esquema, ria-se no flavescente e lato lar impérvio
A custo das respostas do bastardo do carpinteiro, corno da vida e trabalho, já morto e com a prole aumentada, imagino, sob a raiva do casamento arranjado...
Foderam a vida do coitado
Mas bem antes a mulher
Calhorda que em prantos jurou sequer
Ter sentido a porra sacra
Adentrar-lhe o almo vaginário
Muita coisa por baixo dos panos
São amigos e pronto os filhos da puta!
Atila J.
Distante do acaso
Devem ser, de algum jeito, muito amigos
O divino, embarbado, no trono sentado em relaxo
De momices relapsas que agitam mares e quebram aço
Serviu ao mundo, em pequenos bocados, não paz,
Desgraças e infortúnios bem temperados à mão do diabo que, penso, coitado pelo inferno encarregado
Provou do saibo vilanesco e gostou
Pobre capacho!
Estes deves ser aliados... Sim, bem amigos
Pois, está-se mesmo a ver
Que por uma árvore que nem foi ideia nossa
Talou-nos o destino e jogou-nos à casca da rolha
Quando um é amado, o é outro temido
Revezando episódios de herói e bandido
Quando o barbado se acagaça, o outro é acusado
Pois já não há outro de laia angélica
Que ouse usar a truculência para o bem do
Seu criador, deus-pai e comparsa
Mas, seguindo nessa desgraça,
O vermelho, chifrudo, com o bidente portado
Assim pintado pelo mundo, no manto de malvado se fez de vilão a bem do seu amigo
Prometendo e assombrando
Rios de desgraça e tribulações
Num dia ensolarado, como doutra vez no Éden
O antes da luz
Mais coitado que culpado, rei dos enigmas e tabus,
Ao filho do amigo chegou crapuloso, lançando charadas e piropos, pedras a preço de pão, demandando traição, reinos no lugar de adoração
Bem tentou, só negas porém
Do emanuel messias miraculoso quando convém
O amigo, conhecedor e maquinador do esquema, ria-se no flavescente e lato lar impérvio
A custo das respostas do bastardo do carpinteiro, corno da vida e trabalho, já morto e com a prole aumentada, imagino, sob a raiva do casamento arranjado...
Foderam a vida do coitado
Mas bem antes a mulher
Calhorda que em prantos jurou sequer
Ter sentido a porra sacra
Adentrar-lhe o almo vaginário
Muita coisa por baixo dos panos
São amigos e pronto os filhos da puta!
Atila J.
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