Quero uma mulher. Preciso. Um alguém que me surpreenda E cuja presença me preencha E olhos falem mais que a própria voz
Quero um amor não destinado Bem casual, meio arbitrário E num enlance sem propósito Afundar-me no seu carinho despótico
Uma parceira para a alma Que para vida sirvo eu Aquele ponto de luz no breu Que saiba viajar mesmo que na cama
Que me pinte à gosto do prazer Imponente Sob a lua Que me desnude de caprichos e eu também a encontre já nua
Uma mulher que não se lhe encontrem barreiras Mulher apenas. Que se entregue aos prazeres sem mordaças Que me guie e me apresente de hasta em praça Uma mulher apenas Sem voltas, com bastante curvas... Assim, uma assim bem sexy Que queira sexo de segunda a segunda.
Quero uma mulher. Preciso. Um alguém que me surpreenda E cuja presença me preencha E olhos falem mais que a própria voz
Quero um amor não destinado Bem casual, meio arbitrário E num enlance sem propósito Afundar-me no seu carinho despótico
Uma parceira para a alma Que para vida sirvo eu Aquele ponto de luz no breu Que saiba viajar mesmo que na cama
Que me pinte à gosto do prazer Imponente Sob a lua Que me desnude de caprichos e eu também a encontre já nua
Uma mulher que não se lhe encontrem barreiras Mulher apenas. Que se entregue aos prazeres sem mordaças Que me guie e me apresente de hasta em praça Uma mulher apenas Sem voltas, com bastante curvas... Assim, uma assim bem sexy Que queira sexo de segunda a segunda.
Jheronimus
99
ESTRO-EMOÇÕES NÃO ENSINADAS
Perene, Cruel e Triste Chuva
Vejo-me novamente nessa amargura, dor O tempo me pediu para melhorar Mas não posso, não posso andar novamente com seus passos Forma-se esse lago de desespero em mim Você me doou ao desespero, eu te quis Você me tratou do jeito mais infeliz Eu imaginei, eu desejei um desfecho diferente Mas você tem um maldito iceberg nesse peito que já me foi leito e hoje, desfeito, detesto
"Eu apresentei-te o mar beijando o sol, te presenteei, te quis, te desenhei, você não se expressou do mesmo jeito" Vou apagar-te do meu coração junto com os desenhos que eu tenho de ti Hoje tenho memórias tuas espalhadas no tempo Quem dera nunca as tivesse! Você me fez desamar, você apagou o que de belo tive
Você tornou o respirar um calvário diário, você me marcou profundamente É incrível como hoje já não vejo o horizonte A minha visão de amor e arte você corrompeu Você era a mais bela obra, você me marcou tanto Você ancorou esse desespero em mim Você secou o meu mar Você...era o meu reflexo, tudo que eu tinha para sobreviver, minha alma, meu sorriso pela manhã.
Eu nunca desejei isto, quero murchos estes olhos Nunca tive a chance de me defender Eu me entreguei por inteiro Você me deu a provar o fel Você me magoou tanto Você cravou em mim essa angustia Essa lágrima cruel
Esses meus sorrisos escondem a revolta que sinto O desejo de também te querer aos pedaços, te odiar como agora escrevo e no âmago faço... Você nublou a minha vida, você me fez desamar! Maldição!
Você me magoou, você me tornou nisso Nesse ser triste e melancólico Nunca tinha sentido sequer o peso de um adeus Você quebrou a minha inocência E eu tinha que protegê-la E as saudades que me magoam me fazer chorar
Você não morreria por mim Você me doou covardemente a este destino cruel
Jheronimus
161
Constância
Conheço a voz do teu silêncio As noites em que me perdia em desespero Buscando-te no além, O vazio da tua ausência, a eternidade de um minuto Conheço também
Ainda te espero A cada crepúsculo, vejo-te em todas sombras nas ruas Na penumbra dos meus sentimentos, te busco, te procuro... Nos sussurros de gente que vai e vem No chilrear das aves nas tardes de Abril Nas noites frias e sem luar
Ainda te espero A cada aurora, vejo-te em todas sombras nas ruas Na penumbra dos meus sentimentos, te busco, te aguardo na demora... Nos sussurros de gente que vai e vem No chilrear das aves nas tardes de Abril Nas noites frias e sem luar No farfalhar das árvores pelas avenidas Nos ecos perdidos de vozes tatuadas pela cidade No negro, no azul, no dourado do sol eremita somando meus dias, subtraindo minha vida
Ainda te avisto Na solidão que acompanha o meu rosto Te choro, nas minhas lágrimas incessantes e Constantes nesse meu destino plangente Pois meus olhos são janelas de meu coração Permeável
"Perdão."
Atila J.
70
Rebentos de Paradoxo
Costurei as saudades Com as mesmas lágrimas de sempre Ao sabor do silencio que te reguei outra vez Essas flores que você fez jardim
Flores são belas, mas têm a sua crueldade Beleza e força são a mesma coisa E não hesitam ferir igualmente aqueles que ousam arrancar as esperanças guardadas em cada pétala Por mais que passe o tempo, e as estações se perdurem Quanto mais belo, mais letal Destino fatal
Vou regar essas flores com o meu amor, beijá-las E amadurecerão sob a ternura que ainda tenho para dar.
Atila J.
62
Meninos de Rua
Nessa cidade que adormece perseguida pelo tempo Sob a pintura da luz do luar De olhos virados para o amanhã Estamos nós Entregues à sorte da vida Trajando lágrimas, saciados pelo vazio Jogados nas estradas, com fome e frio Estrelas que não brilharam, perdidas pelo caminho
Nós, que construimos sonhos acostados no papelão Que jantamos não, vadios e sem pão Nós, nas manhãs sem orvalho, Manhãs de fome e frio e vazio Rabiscos de um deus que nos descartou e nos doou ao caralho, e à puta que nos pariu
Nós, que polimos os pés que traçam o futuro Que desenham ruas e vielas, que nos fazem a cama Nós, sem sonhos nem pão Meninos de rua, dormindo no chão...
Atila J.
57
À Mão Poeta
Como se as palavras voassem Poemas são vozes aladas Gritos que ecoam da terra devassa Que morrem no papel e como poesia nascem
São desejos sorvidos sem pressa Saudades escritas no efémero tempo Nascidas sob forma de tinta E sentidas quando sorvidas por olhos atentos
São os amores proibidos de outra pessoa Paixões proíbidas por razões que desconheço Sentimentos bombeados verso a verso Por um eu condenado a outros fazer sorrir A dessentir na eternidade dos escritos Traduzidos em choros silentes de palavras que Como vozes com asas, voam Poesia nascida dos olhos Quando a boca se cala, poesia
Atila J.
62
03:08, Madrugada
Ao abrir a porta Eu sinto o acorde retorcido da noite Como foi que eu cheguei em casa ontem? A unica certeza, meu corpo está aqui Bom dia, e após...perdido fico outra vez Dentro deste cenário desconhecido Que me acostumei a observar
Pensei que era o fim, conseguirei prosseguir Ainda não é suficiente Para que eu consiga fugir da morte Um pouco constrangedor
Dentre todos os meus deveres Sabendo que os esqueci De outra forma, seria doloroso demais Levante o seu rosto, pessoa de olhos negros! A luz apenas nasceu, porque voce a viu
Cercado por um minuto, num mundo pintado em segundos Pelas cores que escolhi Imagino o significado das feridas que Não poderei fechar
Meu único artista, em pé, acima desse palco que centro do mundo será Até o fim, até o seu fim
O que farei? Mal posso fingir Pois estou vazio por dentro
Olá, prazer, aqui estou!
A.Jheronimus
91
À Leste do Paraíso
Algum dia, espero eu Viajar nesse mar de sonhos Para este lugar após o arco-íris Por enquanto, no entanto, espero
Existe algo de único nas estrelas Algo íntimo, existe magia além daquela escuridão Algum lugar após o arco-íris, num destes lugares Onde há mais que tudo mais
Onde sonhos fluem em paz Algum lugar após o arco-íris Onde deixamos os sonhos virarem real Onde os dias viajam Algum lugar, onde eu vivo, por instantes
Além deste mar, cruzar o horizonte Algum dia, deixar esta existência para trás Algum lugar depois do arco-íris Tu me encontrarás, cantando Algum dia se desejares e deixares para trás E caminhar até esse lugar
A.Jheronimus
75
Saudosa Poesia
A tal poesia que me restava é essa que você levou. Com aquele amor que me fez bem e mal na mesma proporção Que me brindou os céus, mas me tirou o chão
Desamparou! A tal poesia que havia em mim Transformada nesse fim sem fim Nesse amar que me confina A tal poesia que me corria naturalmente Guarnecia meu coração e punha-se à frente De todo esse mundo sem cor Desse sofrer insano Fruto desse silêncio sussurrante Que me ensurdecia nas noites sem luar
A tal poesia Que fez versos dos meus choros Coros dos meus choros roucos Por aquele amor que me fez bem e mal Que me embriagava, brindava Doou-me ao desamparo, ah que desagrado! O poema dessa mesma mulher Que me levou aos céus Mas me tirou no chão
E eu caí. Porra!
Jheronimus
134
L' amour
Quero uma amor que mais ninguém ame Um que me molhe os pés, amor que me ame Quero um amor e poder viver Quero uma mulher, uma como ninguém mais Que me mostre o caminho, que me dê a amar Que me leve não à frente, nem atrás. Ao luar!
Quero num beijo dela, terno e saudoso Vislumbrar a promessa de uma vida feliz Quero celebrá-la a cada toque, a cada afago Quero dessa mulher a alma em vez do corpo
Quero-a, e ao amor que dela vem As lágrimas, a saudade e as faltas também Quero dela o vazio da sua ausência A espera que queima a esperança A demora que enlouquece Quero ela por completo
Quero-a. Para um amor por reviver Para o fim desse vazio Amar. Amor! Amor que me ressignifique a vida Quero essa mulher.