Aristides Jheronimus

Aristides Jheronimus

n. 1998 AO AO

Jovem poeta amante de tudo quanto é e/ou seja arte.

n. 1998-04-22, Vida que é vida brilha na contradição...

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Mulher. Substância de Amor

Quero uma mulher. Preciso.
Um alguém que me surpreenda
E cuja presença me preencha
E olhos falem mais que a própria voz

Quero um amor não destinado
Bem casual, meio arbitrário
E num enlance sem propósito
Afundar-me no seu carinho despótico

Uma parceira para a alma
Que para vida sirvo eu
Aquele ponto de luz no breu
Que saiba viajar mesmo que na cama

Que me pinte à gosto do prazer Imponente
Sob a lua
Que me desnude de caprichos e eu também a encontre já nua

Uma mulher que não se lhe encontrem barreiras
Mulher apenas.
Que se entregue aos prazeres sem mordaças
Que me guie e me apresente de hasta em praça
Uma mulher apenas
Sem voltas, com bastante curvas...
Assim, uma assim bem sexy
Que queira sexo de segunda a segunda.
 

                                                    Jheronimus
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Poemas

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Cartas


Das mil e umas estórias de amor que quis contigo escrever, transformadas em tragédias,
Entre os amigos, o álcool e as putas da ruela
Oposta àquela em que te conheci
Fiz uma epopeia da sanidade à loucura
Um loop fleumático de orgasmos e ereções desapaixonadas

Escrevi mil palavras e as tranquei em cem cartas
Que traduziam o desgosto dessa agora minha vida
Vida que vivo dia após dia buscando nela a despedida
A despedida que deixei nas cem cartas que rasguei

Cem cartas, agora sem cartas
Palavras que só o vento, só o vazio leu
palavras que te diria nos dias envoltos em bruma
Palavras que  carregaram o entusiasmo de uma vida
Uma vida traduzida em cem cartas regadas por mil palavras
Palavras que te diria, mas hoje esvoaçam perdidas

Quem dera se firmem lá na ruela
Para que tu as possas acolher
Eu estarei na outra, no lado oposto!


                                          Jhr, ULS.
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