Quero uma mulher. Preciso. Um alguém que me surpreenda E cuja presença me preencha E olhos falem mais que a própria voz
Quero um amor não destinado Bem casual, meio arbitrário E num enlance sem propósito Afundar-me no seu carinho despótico
Uma parceira para a alma Que para vida sirvo eu Aquele ponto de luz no breu Que saiba viajar mesmo que na cama
Que me pinte à gosto do prazer Imponente Sob a lua Que me desnude de caprichos e eu também a encontre já nua
Uma mulher que não se lhe encontrem barreiras Mulher apenas. Que se entregue aos prazeres sem mordaças Que me guie e me apresente de hasta em praça Uma mulher apenas Sem voltas, com bastante curvas... Assim, uma assim bem sexy Que queira sexo de segunda a segunda.
Quero uma amor que mais ninguém ame Um que me molhe os pés, amor que me ame Quero um amor e poder viver Quero uma mulher, uma como ninguém mais Que me mostre o caminho, que me dê a amar Que me leve não à frente, nem atrás. Ao luar!
Quero num beijo dela, terno e saudoso Vislumbrar a promessa de uma vida feliz Quero celebrá-la a cada toque, a cada afago Quero dessa mulher a alma em vez do corpo
Quero-a, e ao amor que dela vem As lágrimas, a saudade e as faltas também Quero dela o vazio da sua ausência A espera que queima a esperança A demora que enlouquece Quero ela por completo
Quero-a. Para um amor por reviver Para o fim desse vazio Amar. Amor! Amor que me ressignifique a vida Quero essa mulher.
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ESTRO-EMOÇÕES NÃO ENSINA DAS
Naqueles abraços que me seguram no amanhã
Manhã escura de setembro, sussurrando ao longe Breve brisa invadindo a casa, enamorando as cortinas no seu balançar serpenteante, sol tímido, Nuvens negras usurpando o horizonte azul...
Saio da cama em forçado esforço, solto um esgar de sono, procuro pela casa e encaro a sombra na parede, Estática, copiando-me os movimentos Numa penumbra meio nítida Naquele dia a luz era sombra da inexistência Sem indícios de existência Era nada, apenas mais um dia Mais uma jornada Tão efémera qual uma lágrima A cada momento, a cada respirar Os instantes passam velozmente O agora muda para depois e o depois para actualmente E precisamos continuar Pois, a leve e fina esperança reside no amanhã E precisamos erguer os braços Eles anseiam por algo em que segurar... .
Jheronimus
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ESTRO-EMOÇÕES NÃO ENSINADAS
Durante a Eternidade
Quero. Enquanto ainda posso! Enquanto ainda sorrio com estes olhos Durante a eternidade
Em cada sonho, em cada desejo. Quero esse alguém que tenho a cada sono Estou à espera no nosso eterno recanto, Estás de volta, és tu que vem a caminho? No berço do nosso beijo de setembro
Meus braços já quebraram promessas Meu coração já apagou palavras O tempo já me tirou as esperanças E chegou a devolver novamente
Já me faltou a verdade, já. Já me abraçou a solidão Já fui insensível. E me escapou o amor.
Agora eu quero mais do que apenas querer Quero alguém! Espero, quero esse alguém de volta Esse meu que nunca tive.
Quero você! Quero poder precisar de você! Em tudo que eu desejar Em todo tempo Em tudo quanto eu for Quando for Seja no amor ou dor, No sorrir e chorar. No dormir e acordar, no morrer E reenarnar...encontrar e amar novamente.
Jheronimus
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ESTRO-EMOÇÕES NÃO ENSINADAS
A Dor que Exalta a Lágrima
Como em todo poeta
a inspiração é repleta e
muitas vezes na dor se completa
Não se preocupe quando em versos explodir
pois significa que,
simplesmente,
o coração voltou a reagir
-Alguns me conhecem,
Jheronimus
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Deus ❤ Satanás
(deus e satanás) Distante do acaso Devem ser, de algum jeito, muito amigos O divino, embarbado, no trono sentado em relaxo De momices relapsas que agitam mares e quebram aço Serviu ao mundo, em pequenos bocados, não paz, Desgraças e infortúnios bem temperados à mão do diabo que, penso, coitado pelo inferno encarregado Provou do saibo vilanesco e gostou Pobre capacho!
Estes deves ser aliados... Sim, bem amigos Pois, está-se mesmo a ver Que por uma árvore que nem foi ideia nossa Talou-nos o destino e jogou-nos à casca da rolha
Quando um é amado, o é outro temido Revezando episódios de herói e bandido Quando o barbado se acagaça, o outro é acusado Pois já não há outro de laia angélica Que ouse usar a truculência para o bem do Seu criador, deus-pai e comparsa
Mas, seguindo nessa desgraça, O vermelho, chifrudo, com o bidente portado Assim pintado pelo mundo, no manto de malvado se fez de vilão a bem do seu amigo Prometendo e assombrando Rios de desgraça e tribulações
Num dia ensolarado, como doutra vez no Éden O antes da luz Mais coitado que culpado, rei dos enigmas e tabus, Ao filho do amigo chegou crapuloso, lançando charadas e piropos, pedras a preço de pão, demandando traição, reinos no lugar de adoração Bem tentou, só negas porém Do emanuel messias miraculoso quando convém
O amigo, conhecedor e maquinador do esquema, ria-se no flavescente e lato lar impérvio A custo das respostas do bastardo do carpinteiro, corno da vida e trabalho, já morto e com a prole aumentada, imagino, sob a raiva do casamento arranjado... Foderam a vida do coitado Mas bem antes a mulher Calhorda que em prantos jurou sequer Ter sentido a porra sacra Adentrar-lhe o almo vaginário
Muita coisa por baixo dos panos São amigos e pronto os filhos da puta!
Atila J.
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Diva Luar
Derramei a lua sobre teus poemas E não mais fui infeliz Pintei-a como em meus versos sublimes Beijei-a, amei o luar nos lençóis da noite
Fui manhã e hoje renasci Carregado na brevidade da tênue brisa No calor da madrugada, amainando sob Teus pés, curando minhas feridas Dei amor e mais recebi, fui luz Direcção de caminhos para quem ousa seguir Escape, saída, beijo, carinho, despedida... Sou mais, maior que minhas antigas metas Semente, flor, jardim, floresta...
"Te amo, vida" Escrito na saudade que já se foi Tatuado na lembrança transportada por aí Largada pelas ruas, pelos bares e lugares Te amo, quando de novos amores Nascem novas saudades, do que ainda não temos, de tudo quanto ainda não vivemos "Te amo, vida"
Semeei minhas rimas sob o luar, mãe Para te ver crescer radiante e divina Para amar cada dia na lembrança infinita Em cada página da minha vida És minha poesia Em cada saudade, minha poesia Porque amar é adiar a despedida...
Atila J. ❤ Para minha mãe
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Minha Mãe- MJ
Tu estarás comigo e serás o meu amor Quando as nuvens se moverem e os céus Se erguerem na esperança do milagre Quando a lua não mais caminhar sobre a tua pele sofrida de há muitos anos Tu serás meu amor e como teu amado Dar-te-ei estes campos dourados
E que em tudo me sobre amor Para estancar a feridas da tua alma Porque quando se ama Nem que se me prendam os segredos Conhecidos por este céu ciumento Dos meus dias de criança Guarnecidos pelo teu pungente sofrer Eu te carregue E te traga a banquete os dias da então prometida e merecida vitória, minha mãe.
Porque tu és amor, e de ti nasci E diferente não sou.
51
Perfeição, nossa vilã
Amei, por isso não deu certo
Você era toda perfeita Eu cheio de falhas Você queria se encontrar Eu sempre quis me perder Queria poder mostrar Tudo isso que sempre preferi esconder Teu charme deixava-me em pânico, aflito Pintei meu amor à Bukowski, meu Charles favorito
Brisa imponente para meus sentimentos profundos, Porém leves Eu escrevia textos longos Você era bem mais breve ...
Jheronimus
67
PETA
Vi-a numa noite mal iluminada, cabisbaixa A lua parecia querer curar-lhe a solidão
\"Conta-me uma mentira fria Daquelas que congelam um coração\" Disse-me.
\"Eu não bebo.\" respondi
69
Cartas
Das mil e umas estórias de amor que quis contigo escrever, transformadas em tragédias, Entre os amigos, o álcool e as putas da ruela Oposta àquela em que te conheci Fiz uma epopeia da sanidade à loucura Um loop fleumático de orgasmos e ereções desapaixonadas
Escrevi mil palavras e as tranquei em cem cartas Que traduziam o desgosto dessa agora minha vida Vida que vivo dia após dia buscando nela a despedida A despedida que deixei nas cem cartas que rasguei
Cem cartas, agora sem cartas Palavras que só o vento, só o vazio leu palavras que te diria nos dias envoltos em bruma Palavras que carregaram o entusiasmo de uma vida Uma vida traduzida em cem cartas regadas por mil palavras Palavras que te diria, mas hoje esvoaçam perdidas
Quem dera se firmem lá na ruela Para que tu as possas acolher Eu estarei na outra, no lado oposto!