Quero uma mulher. Preciso. Um alguém que me surpreenda E cuja presença me preencha E olhos falem mais que a própria voz
Quero um amor não destinado Bem casual, meio arbitrário E num enlance sem propósito Afundar-me no seu carinho despótico
Uma parceira para a alma Que para vida sirvo eu Aquele ponto de luz no breu Que saiba viajar mesmo que na cama
Que me pinte à gosto do prazer Imponente Sob a lua Que me desnude de caprichos e eu também a encontre já nua
Uma mulher que não se lhe encontrem barreiras Mulher apenas. Que se entregue aos prazeres sem mordaças Que me guie e me apresente de hasta em praça Uma mulher apenas Sem voltas, com bastante curvas... Assim, uma assim bem sexy Que queira sexo de segunda a segunda.
Ao abrir a porta Eu sinto o acorde retorcido da noite Como foi que eu cheguei em casa ontem? A unica certeza, meu corpo está aqui Bom dia, e após...perdido fico outra vez Dentro deste cenário desconhecido Que me acostumei a observar
Pensei que era o fim, conseguirei prosseguir Ainda não é suficiente Para que eu consiga fugir da morte Um pouco constrangedor
Dentre todos os meus deveres Sabendo que os esqueci De outra forma, seria doloroso demais Levante o seu rosto, pessoa de olhos negros! A luz apenas nasceu, porque voce a viu
Cercado por um minuto, num mundo pintado em segundos Pelas cores que escolhi Imagino o significado das feridas que Não poderei fechar
Meu único artista, em pé, acima desse palco que centro do mundo será Até o fim, até o seu fim
O que farei? Mal posso fingir Pois estou vazio por dentro
Olá, prazer, aqui estou!
A.Jheronimus
91
À Leste do Paraíso
Algum dia, espero eu Viajar nesse mar de sonhos Para este lugar após o arco-íris Por enquanto, no entanto, espero
Existe algo de único nas estrelas Algo íntimo, existe magia além daquela escuridão Algum lugar após o arco-íris, num destes lugares Onde há mais que tudo mais
Onde sonhos fluem em paz Algum lugar após o arco-íris Onde deixamos os sonhos virarem real Onde os dias viajam Algum lugar, onde eu vivo, por instantes
Além deste mar, cruzar o horizonte Algum dia, deixar esta existência para trás Algum lugar depois do arco-íris Tu me encontrarás, cantando Algum dia se desejares e deixares para trás E caminhar até esse lugar
A.Jheronimus
75
Minha Mãe- MJ
Tu estarás comigo e serás o meu amor Quando as nuvens se moverem e os céus Se erguerem na esperança do milagre Quando a lua não mais caminhar sobre a tua pele sofrida de há muitos anos Tu serás meu amor e como teu amado Dar-te-ei estes campos dourados
E que em tudo me sobre amor Para estancar a feridas da tua alma Porque quando se ama Nem que se me prendam os segredos Conhecidos por este céu ciumento Dos meus dias de criança Guarnecidos pelo teu pungente sofrer Eu te carregue E te traga a banquete os dias da então prometida e merecida vitória, minha mãe.
Porque tu és amor, e de ti nasci E diferente não sou.
50
Perfeição, nossa vilã
Amei, por isso não deu certo
Você era toda perfeita Eu cheio de falhas Você queria se encontrar Eu sempre quis me perder Queria poder mostrar Tudo isso que sempre preferi esconder Teu charme deixava-me em pânico, aflito Pintei meu amor à Bukowski, meu Charles favorito
Brisa imponente para meus sentimentos profundos, Porém leves Eu escrevia textos longos Você era bem mais breve ...
Jheronimus
67
Mulher. Substância de Amor
Quero uma mulher. Preciso. Um alguém que me surpreenda E cuja presença me preencha E olhos falem mais que a própria voz
Quero um amor não destinado Bem casual, meio arbitrário E num enlance sem propósito Afundar-me no seu carinho despótico
Uma parceira para a alma Que para vida sirvo eu Aquele ponto de luz no breu Que saiba viajar mesmo que na cama
Que me pinte à gosto do prazer Imponente Sob a lua Que me desnude de caprichos e eu também a encontre já nua
Uma mulher que não se lhe encontrem barreiras Mulher apenas. Que se entregue aos prazeres sem mordaças Que me guie e me apresente de hasta em praça Uma mulher apenas Sem voltas, com bastante curvas... Assim, uma assim bem sexy Que queira sexo de segunda a segunda.
Jheronimus
99
Saudosa Poesia
A tal poesia que me restava é essa que você levou. Com aquele amor que me fez bem e mal na mesma proporção Que me brindou os céus, mas me tirou o chão
Desamparou! A tal poesia que havia em mim Transformada nesse fim sem fim Nesse amar que me confina A tal poesia que me corria naturalmente Guarnecia meu coração e punha-se à frente De todo esse mundo sem cor Desse sofrer insano Fruto desse silêncio sussurrante Que me ensurdecia nas noites sem luar
A tal poesia Que fez versos dos meus choros Coros dos meus choros roucos Por aquele amor que me fez bem e mal Que me embriagava, brindava Doou-me ao desamparo, ah que desagrado! O poema dessa mesma mulher Que me levou aos céus Mas me tirou no chão
E eu caí. Porra!
Jheronimus
134
Seu Nome É...
É apenas um pouco mais longe Um pouco mais longe Estamos quase lá Então devemos ficar juntos, até um pouco mais longe, sim?
Somos atemporais! Alpinistas que escalam o tempo
Eu quero poder colocar um fim em suas lágrimas Essa mão foi finalmente capaz de alcançá-la
Mas você recusa-se... E eu entendi porque vi uma vez essa lágrimas caírem A razão pela qual você chorou tão alegremente E sorriu tão tristemente Seu coração tinha crescido muito além de você
O vento que soprava no espaço entre o passado Nos trouxe solidão de algum lugar distante Depois que choramos Aquele céu pareceu sempre tão claro
Os desejos que recebemos, após irem tão longe e beijar as estrelas Estão mentindo agora no canto da sala Os cem sonhos que tivemos nos alcançaram hoje Algum dia vamos trocá-los por apenas um
Hoje tentei dizer \"vejo você amanhã\", Para aquela mulher com quem nunca conversei Fazer algo incomum Especialmente se for para quem está dentro de mim
É apenas um pouco mais longe, Estamos quase lá...
Somos viajantes do tempo, eu já conhecia você esse tempo todo! Há muito tempo, há muito tempo atrás que eu aprendi o teu nome Tenho certeza que nenhum tipo de significado existe num mundo sem você... Talvez como Outubro sem os primeiros sete dias Ou um pai natal que não sorri
Mas, nada disso importa, sim, não importa! Estou indo em sua direção agora!
71
PETA
Vi-a numa noite mal iluminada, cabisbaixa A lua parecia querer curar-lhe a solidão
\"Conta-me uma mentira fria Daquelas que congelam um coração\" Disse-me.
\"Eu não bebo.\" respondi
66
Cartas
Das mil e umas estórias de amor que quis contigo escrever, transformadas em tragédias, Entre os amigos, o álcool e as putas da ruela Oposta àquela em que te conheci Fiz uma epopeia da sanidade à loucura Um loop fleumático de orgasmos e ereções desapaixonadas
Escrevi mil palavras e as tranquei em cem cartas Que traduziam o desgosto dessa agora minha vida Vida que vivo dia após dia buscando nela a despedida A despedida que deixei nas cem cartas que rasguei
Cem cartas, agora sem cartas Palavras que só o vento, só o vazio leu palavras que te diria nos dias envoltos em bruma Palavras que carregaram o entusiasmo de uma vida Uma vida traduzida em cem cartas regadas por mil palavras Palavras que te diria, mas hoje esvoaçam perdidas
Quem dera se firmem lá na ruela Para que tu as possas acolher Eu estarei na outra, no lado oposto!
Jhr, ULS.
80
Nêmesis
Ela é meu abismo As profundezas que me negam as alturas
Sou aquele que se vai embora Quando a chuva cessa Ela, a paixão umbilical que me prendeu à terra quando fui Ícaro Abracei o desejo de Midas E não mais amor achei em vida Sou o olhar naquele céu em retrato O choro na brusquidão do pregoeiro que me apreçou a alma O não sentir, caos, não ser Ai de mim, ai Por ser este que com a chuva se vai