TERRA (1973)
Terra da paranóia do amor
nunca mais te verão como eras dantes
acabaste, terra distante,
nunca mais te verão com mulheres nuas
com gatafunhos de vida vomitada
não, nunca mais te verão
como tu realmente eras, louca profundamente
terra da paranóia do amor
onde os dias se jogam e a derrota é tempo perdido
onde se bebe e onde se delira
onde se é tudo para além do monstro consciente
não nunca mais te verão
o sol à sexta-feira não fará de ti uma sombra
o sol não mais brincará contigo
porque não mais te verá...
ri-te agora dos que te chamaram louca
continuas a sê-lo, mas podes rir bem alto
és finalmente corpo enganador
e nunca mais te verão como eras
abstraíndo tudo ficam os que se riram de ti
os que te puderam tocar com as mãos
os que te viram
os que se julgaram um pouco mais acima
os que nunca mais te verão
na primavera das praias quentes abertas
das grutas das ondas da obscuridade
das estrelas amigas que nada puderam fazer por ti...
nunca mais te verão
país da paranóia do amor
onde o sol não surge à sexta-feira
nunca mais te verão como eras dantes
acabaste, terra distante,
nunca mais te verão com mulheres nuas
com gatafunhos de vida vomitada
não, nunca mais te verão
como tu realmente eras, louca profundamente
terra da paranóia do amor
onde os dias se jogam e a derrota é tempo perdido
onde se bebe e onde se delira
onde se é tudo para além do monstro consciente
não nunca mais te verão
o sol à sexta-feira não fará de ti uma sombra
o sol não mais brincará contigo
porque não mais te verá...
ri-te agora dos que te chamaram louca
continuas a sê-lo, mas podes rir bem alto
és finalmente corpo enganador
e nunca mais te verão como eras
abstraíndo tudo ficam os que se riram de ti
os que te puderam tocar com as mãos
os que te viram
os que se julgaram um pouco mais acima
os que nunca mais te verão
na primavera das praias quentes abertas
das grutas das ondas da obscuridade
das estrelas amigas que nada puderam fazer por ti...
nunca mais te verão
país da paranóia do amor
onde o sol não surge à sexta-feira
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Obra N.° 12: Espera Prazerosa
Corre o tempo e não te vejo
Será quando e onde?
Qual dia e qual hora?
Inverno ou primavera?
Pensas em mim? Me idealiz…
Vilar Romancista
Ecos
Lembra que continuam nos ecos os intentos primários toda ressonância tem pai e mãe, enfim algum razão de ir e voltar - assim o eco a somb…
Darlan de Matos Cunha
Orquídeas do Espírito Santo
Sentir profundamente o ar
do Arquipélago de Bocas del Toro,
no amor da gente mergulhar
e entrar no espírito do lugar.
Pe…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
A penny for the Old Guy [T.S.Eliot - The Hollow Men] *
A penny for the old Guy [T.S. Eliot - The Hollow Men]*
A bet on the nonexistent remember to stretch out your hands remember to …
Darlan de Matos Cunha