NUNCA TE DIREI DOS MEDOS QUE NÃO SENTES
Da minha boca nunca sairão palavras
que digam o que não quero que saibas.
Nunca te direi que a tua ausência
me transporta ao roxo das árvores de dezembro.
Que esperar-te é sofrer a agonia das folhas caídas.
Que querer-te é resignar-me à condição de retrato pendurado,
que adorna, conforta, mas não sacia.
Nunca te direi dos medos que não sentes.
Prefiro sentar-me no sopé da felicidade que irradias
e dizer-te que pelos teus lábios fala a fé do jovem que parte,
a euforia do barco regressado,
a frescura das garroas de setembro.
Prefiro cantar-te madrigais.
Dizer-te que nos teus lábios desabrocham todos os sorrisos
e que todos os astros orbitam no azul do teu olhar.
que digam o que não quero que saibas.
Nunca te direi que a tua ausência
me transporta ao roxo das árvores de dezembro.
Que esperar-te é sofrer a agonia das folhas caídas.
Que querer-te é resignar-me à condição de retrato pendurado,
que adorna, conforta, mas não sacia.
Nunca te direi dos medos que não sentes.
Prefiro sentar-me no sopé da felicidade que irradias
e dizer-te que pelos teus lábios fala a fé do jovem que parte,
a euforia do barco regressado,
a frescura das garroas de setembro.
Prefiro cantar-te madrigais.
Dizer-te que nos teus lábios desabrocham todos os sorrisos
e que todos os astros orbitam no azul do teu olhar.
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