TODOS OS DIAS TE REGO
Guardei o teu rosto
na gaveta do peito
retrato imaculado, jovial
sem marcas de vida
ou de penas.
Guardei o teu cheiro
na pele dos sentidos
fecho os olhos e
cheiras-me a arroz doce
com limão e canela.
Guardei o teu nome
à porta do tempo, onde
os anos não principiam
nem acabam
apenas nos demoram.
Guardei-te onde se guardam
os incensos e outras prendas
todos os dias te rego
com gotas de alvorada
esperando que amanheças a sorrir.
na gaveta do peito
retrato imaculado, jovial
sem marcas de vida
ou de penas.
Guardei o teu cheiro
na pele dos sentidos
fecho os olhos e
cheiras-me a arroz doce
com limão e canela.
Guardei o teu nome
à porta do tempo, onde
os anos não principiam
nem acabam
apenas nos demoram.
Guardei-te onde se guardam
os incensos e outras prendas
todos os dias te rego
com gotas de alvorada
esperando que amanheças a sorrir.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Naturalmente ! - 28/07/2026
Quebrarei o tédio do cotidiano
Ouvindo o silêncio das palavras
No ritmo da vida, qual cigano
Naturalment…
Armando A. C. Garcia
Quedo-me penseroso ! - 29/07/2026
No silêncio quedo-me penseroso
Avaliando se tal se pode aferir,
O louco amor rutilante misterioso,
Que espre…
Armando A. C. Garcia
Sob as ondas da vida ! - 31/07/2026
Na aspérrima estrada da vida
Tortuosa onde brada o pavor,
E estrondeia a ira incontida
Em inúteis furores de s…
Armando A. C. Garcia
Assimétricos destinos ! - 01/08/2026
Tem gente de corpo limpo e alma suja,
E tem gente de corpo sujo, e alma limpa.
São assimétricos os seus procedimentos …
Armando A. C. Garcia