TARDE OU CEDO, FLORIRÁS
O silêncio da noite
diminui o espaço entre mim
e a realidade das coisas.
O teu corpo ausente
estende-se na minha cama,
volumoso e insensível
à minha saudade.
Não me permito tocar-te
mas sinto o aroma luminoso
da tua pele em fogo
a queimar-me as narinas
e é nessa hora
(na certeza de te pertencer)
que construo a nossa casa na lua
um barco para navegar
os mistérios do teu sangue
um balão para sobrevoar
o azul do teu olhar.
Depois é só esperar-te
sei que, tarde ou cedo, florirás.
diminui o espaço entre mim
e a realidade das coisas.
O teu corpo ausente
estende-se na minha cama,
volumoso e insensível
à minha saudade.
Não me permito tocar-te
mas sinto o aroma luminoso
da tua pele em fogo
a queimar-me as narinas
e é nessa hora
(na certeza de te pertencer)
que construo a nossa casa na lua
um barco para navegar
os mistérios do teu sangue
um balão para sobrevoar
o azul do teu olhar.
Depois é só esperar-te
sei que, tarde ou cedo, florirás.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*