HAVEMOS DE SER SEMPRE MUDANÇA
Que sabemos da nudez do sol
que se espreguiça à flor da nossa pele dolente
sem saber com que voz choramos os íntimos prazeres?
Que sabemos do temor
que nos impele o ávido desejo
de sermos felizes depois da tempestade?
Que sabemos do pranto
dos lençóis da cama naufragada
nas tormentas de todos os bojadores?
E de nós? Que sabemos de nós?
Que a cada amanhecer regressamos ao inferno
de cabeça pousada na almofada de arame farpado
urdida a ferro e fogo e a sonhos desfeitos.
Sabemos que para sobreviver teremos de ser mudança.
Que havemos de ser sempre mudança!
que se espreguiça à flor da nossa pele dolente
sem saber com que voz choramos os íntimos prazeres?
Que sabemos do temor
que nos impele o ávido desejo
de sermos felizes depois da tempestade?
Que sabemos do pranto
dos lençóis da cama naufragada
nas tormentas de todos os bojadores?
E de nós? Que sabemos de nós?
Que a cada amanhecer regressamos ao inferno
de cabeça pousada na almofada de arame farpado
urdida a ferro e fogo e a sonhos desfeitos.
Sabemos que para sobreviver teremos de ser mudança.
Que havemos de ser sempre mudança!
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