a menina, na fome,
quando chorava,
chovia no mundo
pedaços da alma

rasgando a face,
em vergonha intensa,
as lágrimas eram vasto grito
nos ombros das consciências

a menina era um engenho
faminto de todas as moendas
14 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.