O HOMEM QUE NEGOCIOU COM O DIABO
CHICO BOCA DE TROVÃO, MORADOR ANTIGO DA RUA CURRALINHOS, bairro São Luís, vendo-se atolado em dívidas e precisão, resolveu se desapegar do único bem que possuía: uma Monark 78.
Muitas foram as tentativas de venda do objeto no troca troca dos Altos, de João de Paiva. Desesperado pela falta de interesse dos compradores, Boca de Trovão resolveu apelar para a ajuda do maldito.
Naquele mesmo dia, à meia-noite bateu-lhe à porta um sujeito esquesito, alto, moreno, aparentando mais ou menos quarenta anos de idade, de pele lisa e olhos cor de fogo, querendo saber se era ali mesmo onde estavam vendendo uma bicicleta. Sem questionar o valor cobrado, desembolsou a vultosa quantia de dois milhões de cruzeiros pela magrela.
De posse da grana, Boca de Trovão pagou as contas que devia, encheu de comida a despensa da casa e com o restante da dinheirama descambou pra agiotagem, ficando rico da noite pro dia.
Anos mais tarde, quando pilotava uma Kasinski preta, Dr. Francisco se ajumentou pra cima dum fusquinha. O pobre coitado escapou fedendo, mas a mula de aço virou adereço de ferro-velho.
Muitas foram as tentativas de venda do objeto no troca troca dos Altos, de João de Paiva. Desesperado pela falta de interesse dos compradores, Boca de Trovão resolveu apelar para a ajuda do maldito.
Naquele mesmo dia, à meia-noite bateu-lhe à porta um sujeito esquesito, alto, moreno, aparentando mais ou menos quarenta anos de idade, de pele lisa e olhos cor de fogo, querendo saber se era ali mesmo onde estavam vendendo uma bicicleta. Sem questionar o valor cobrado, desembolsou a vultosa quantia de dois milhões de cruzeiros pela magrela.
De posse da grana, Boca de Trovão pagou as contas que devia, encheu de comida a despensa da casa e com o restante da dinheirama descambou pra agiotagem, ficando rico da noite pro dia.
Anos mais tarde, quando pilotava uma Kasinski preta, Dr. Francisco se ajumentou pra cima dum fusquinha. O pobre coitado escapou fedendo, mas a mula de aço virou adereço de ferro-velho.
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