Quase quarta-feira de cinzas
Tuas palavras derramam-se pelo chão
Tento calar-te, meus esforços são em vão
São doces e perversas, quase-promessas
Atravessam-me, viajam por dentro de mim
Deslizo nelas mesmo assim
Tuas palavras rasgam-me por inteiro
São filhas de um meio-amor de fevereiro
Desmontam-me, reconstroem-me a cada vacilo
Diante delas, finjo-me de surda (só para morrer de amor)
De nada adianta, poesia não queres compor
Queria o silêncio e beijar-te a boca
Chorar no teu colo, agarrar-te a nuca
Queria a insensatez, brincar de louca
Olhar-te nos olhos e ficar maluca
Queria que não morresse nunca a paixão
Mas tuas palavras são assassinas
Perseguem meu sonho de menina
E riem das minhas angústias, sem razão
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski