Um dia acordas num banco à beira da estrada
Um dia acordas num banco à beira da estrada
De uma noite em que foste ausência e dor
E mais nada,
E percebes que já não há amor
Espalhado pelo chão,
No seu lugar está um coração
Que desenha o pó;
A tua teimosia de ali permanecer
É de que o teu nó
Na garganta vá desaparecer.
Um dia vais deitar-te num banco à beira do cansaço
Venceste mas não tens ninguém
À espera de um abraço,
Ninguém.
Percebes que a vida passou
E que tudo mudou.
Mas tu permaneces com a mesma solidão nos pés
No fundo dos lábios tens esse fosso,
Onde cada palavra morre como as marés
E os teus olhos brilham como a água no poço.
03/04/2019
C. A.Afonso
De uma noite em que foste ausência e dor
E mais nada,
E percebes que já não há amor
Espalhado pelo chão,
No seu lugar está um coração
Que desenha o pó;
A tua teimosia de ali permanecer
É de que o teu nó
Na garganta vá desaparecer.
Um dia vais deitar-te num banco à beira do cansaço
Venceste mas não tens ninguém
À espera de um abraço,
Ninguém.
Percebes que a vida passou
E que tudo mudou.
Mas tu permaneces com a mesma solidão nos pés
No fundo dos lábios tens esse fosso,
Onde cada palavra morre como as marés
E os teus olhos brilham como a água no poço.
03/04/2019
C. A.Afonso
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