Sol português
O relógio da torre
Já não sabe as horas.
Há muito que morre:
-Relógio que choras.
Mãos que se estendem
A tantos porquês…
Macias, que entendem
Falar Português.
E a hora é agora
Dissipa-se o mal
Por dentro e por fora
Nasce Portugal.
1989, Sintra
C. A. Afonso
Já não sabe as horas.
Há muito que morre:
-Relógio que choras.
Mãos que se estendem
A tantos porquês…
Macias, que entendem
Falar Português.
E a hora é agora
Dissipa-se o mal
Por dentro e por fora
Nasce Portugal.
1989, Sintra
C. A. Afonso
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