Despedida inocente

Morreu um pássaro às nove em ponto
Quem lhe chorou a morte
Ou implorou a vida?

Ninguém!...

Morreu um pássaro às nove em ponto
Quem lhe socorreu a carne
Ou proclamou o espírito?

Ninguém!...

Morreu um pássaro às nove em ponto
Mas nenhum advogado lhe defendeu os olhos
Da prisão perpétua,

Nenhum!...

1980, Lisboa
C. A. Afonso
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