Constelação
Uma casa no enlaço dos teus braços.
Sem tecto.
Um Universo no olhar despido.
A constelação perdida no ócio
do querer fazer o que não foi feito
Perdido no vai-vém dos transeuntes da tua rua,
que nem sonham o que se passa cá dentro.
Levanta o impossível,
compra flores
e coloca-as no que resta da jarra
antes que seque o dia
e com ele as folhas onde escrevo.
Importa renovar a leveza dos dias
na prece do que há de chegar.
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