O Grito que não Ouves
O grito que não ouves
Do sentimento perdido
Abafado pelo relógio,
Esconde nas mãos
Um rosto nu.
Na tristeza acalentada
Deixas-te enfeitiçar pelo encanto
Dos anos fugidios,
Pelos mórbidos dias inquietos,
Pelas horas íntimas da espera.
Fincas-te no sobrado
Gasto pelos dias de vida perdida.
Das vidraças,
Pressentes o anunciar da noite
E com ela um sopro de ti.
Deixas-te ficar.
Adormeces com a solidão
Das coisas quietas do momento,
E respiras a angústia
De mais um dia que virá.
Do sentimento perdido
Abafado pelo relógio,
Esconde nas mãos
Um rosto nu.
Na tristeza acalentada
Deixas-te enfeitiçar pelo encanto
Dos anos fugidios,
Pelos mórbidos dias inquietos,
Pelas horas íntimas da espera.
Fincas-te no sobrado
Gasto pelos dias de vida perdida.
Das vidraças,
Pressentes o anunciar da noite
E com ela um sopro de ti.
Deixas-te ficar.
Adormeces com a solidão
Das coisas quietas do momento,
E respiras a angústia
De mais um dia que virá.
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