Rosa sepultada

São como botões brilhantes os meus olhos
Ardendo sobre brasas de um coração ausente
Como a serpente envolta em dardejante enleio
A rastejar tonturas em lacrimante choro

Qual dia enfumaçado atravessado pelo meio
A me marcar promessas soturnas
Qual sabor amargo disfarçado em flor
Enganando o meu sentido dilacerado

Não tenho sombras acolchoadas em minhas costas
Sou o mundo fechado, a rosa morta pelo chão.
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