Fuga
Já não ponho meus pés nesta rua
Numa aguda tristeza resvalo
O meu leito de painas é ralo
Na cortina uma estrela flutua
No meu pé, atormenta este calo
E no mar minha lágrima estua
O cavalo que arrasta a charrua
Abre o sulco e só resta fechá-lo
Não bifurca uma encruzilhada
Mas amplia essa estrada tão vasta
Deixa em cruz uma escolha difícil
Subo ao céu na rabeira de um míssil
A fumaça é um sinal que se arrasta
Vejo ao longe outra lágrima alada.
Nilza Azzi
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Maculável Mulher.
Por onde tu andares , lá estarei junto ... pois sempre que precisares de minha presença - com minhas mãos estendidas te recuperarei. Se…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Haicais sentido
Haicais sentido
Jorge E. Leal
Finjo no verão,
Não ver outras estações,
E curto as nuances. …
Julian Lael
Conluios
conluios maquetas inventários nada a limpo em momento algum ó, ninguém soube dizer como o velho barco ficara na praia por décadas, e de …
Darlan de Matos Cunha
Deep in December
Deep in December Is time to have A white Christmas So that the kids can make Snowman Others will play hockey In the arena Some say that D…
Aldo gabbay kraas