Não seguras o medo, segues!
Não seguras o medo, segues!
É entre costuras e cerzidos que te completas, e nem desconfias
É entre retalhos e costuras que te compões
É em gritos contidos e em dores mal ditas que atravessas os largos oceanos e os estreitos, como se atravessasses o Formosa ?
É nos desertos e em sonhos, em transtornos e transes que te projetas
Mas o que seria de nós sem as travessias oceânicas e sem os desertos em nós?
É lá nos desertos da vida que fazes acordos consigo próprio e ainda assim os descumpres
É lá onde perdes os horários, os dias e as noites insones?
A dureza dos quartzitos te atravessa ou é só na aparecência?
É em vagas que te refazes para o outro e outra ?
E se falta coragem para ser
é aí que abres as compotas que inundam terras estranhas ?
Ou ficas num cubículo onde a porta se estreita e o vão se fecha?
É assim porque não vês ou porque temes?
Solta teu grito ainda que ele não irrompa a garganta. Solta os teus atos, os teus fatos. os teus fardos.
Solta!
Fátima Rodrigues,
Em 06 de maio, de 2023.
Expedicionários. João Pessoa, Paraiba. Brasil,
É entre costuras e cerzidos que te completas, e nem desconfias
É entre retalhos e costuras que te compões
É em gritos contidos e em dores mal ditas que atravessas os largos oceanos e os estreitos, como se atravessasses o Formosa ?
É nos desertos e em sonhos, em transtornos e transes que te projetas
Mas o que seria de nós sem as travessias oceânicas e sem os desertos em nós?
É lá nos desertos da vida que fazes acordos consigo próprio e ainda assim os descumpres
É lá onde perdes os horários, os dias e as noites insones?
A dureza dos quartzitos te atravessa ou é só na aparecência?
É em vagas que te refazes para o outro e outra ?
E se falta coragem para ser
é aí que abres as compotas que inundam terras estranhas ?
Ou ficas num cubículo onde a porta se estreita e o vão se fecha?
É assim porque não vês ou porque temes?
Solta teu grito ainda que ele não irrompa a garganta. Solta os teus atos, os teus fatos. os teus fardos.
Solta!
Fátima Rodrigues,
Em 06 de maio, de 2023.
Expedicionários. João Pessoa, Paraiba. Brasil,
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski