SORRATEIRO
Dizem que o céu é o destino
De toda alma que se dá ao beijo
Mas se nossos lábios não se propõem tocar
Lança os teus olhos nos meus olhos
E beija-me de intenso olhar
O olhar tem essa densa força
De entender qualquer mistério
Desvendar a presença do óbvio
Inventar devaneios da língua
O que nem a boca consegue falar
Acolher anseios mesmo que proibidos
Enxergar a si mesmo no outro
Como num espelho sorrateiro
E se esse gosto de profano for etéreo
Todo o humano eximirá qualquer culpa
Donde flui enfim esse desejo tão divino
Em meio ao que houver em nós de verdadeiro
De toda alma que se dá ao beijo
Mas se nossos lábios não se propõem tocar
Lança os teus olhos nos meus olhos
E beija-me de intenso olhar
O olhar tem essa densa força
De entender qualquer mistério
Desvendar a presença do óbvio
Inventar devaneios da língua
O que nem a boca consegue falar
Acolher anseios mesmo que proibidos
Enxergar a si mesmo no outro
Como num espelho sorrateiro
E se esse gosto de profano for etéreo
Todo o humano eximirá qualquer culpa
Donde flui enfim esse desejo tão divino
Em meio ao que houver em nós de verdadeiro
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