Fala de chuva e gente
Um dia perguntei à chuva o tempo
Me respondeu em gotas de pensamento
A mão, o luar e o coração.
Me pediu que lhe trouxesse a nuvem
E a coragem de lhe abraçar.
Lhe respondi que não podia
Gente não abrachuva
Nem abranuvem
E pouco pensa o tempo
Gente falama
Gente ama!
Parou num silêncio de orvalho
E em choro de quem não podia
Não podia também…
Expliquei que sim, podia
Porque na terra amor tem.
Poema escrito, em jeito de homenagem, quando Mia Couto recebeu o Prémio Camões 2013
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
O Consolo parte II
O Consolo de uma vida depende de seu bom coração e da formosura -querendo por demais seus encantos nelas ficarem - permanentes sempre …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*