Semblante
A taça de vinho
o beijo no espelho
Sou esse que está na sua frente
É doce o caminho
Se prenda ao sabor
A reta que escreve
a vida no oposto
Contrasta na dor
Não fale de amor
E se torce no agosto
Se para sentir é preciso descer
À altura de quem por tão pouco morreu
Despenca da crista
Desseca do trigo
O pão na fumaça
A volta do vulto
Espera um instante
Carne e osso
Não passa do chão
Só chove a nascente,
pois seja frugal,
Abutre extorquido
Remanso da noite
tum dum no ouvido
Derrame do quente
Se toda artéria
Escolta o líquido
O sangue na taça
Num beijo
A secura
Das pernas errantes
migalhas na sombra
Se há voz é que existe
e vaga na noite
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