Ponto morto
Um carro
na curva
movimentos internos
Desvia, ele tá parado
A sorte protege latarias
A Luz acesa
vidro, dedo aberto
condicionado é o ar do encontro
a noite é dona do dia
O carro na propaganda
A vitrine do ostentar
O cara da propaganda
Com as chaves na varanda
Escolhe as feridas e borra a memória
Estado pleno, se basta
Madrugada ela virá
Pegando amores de quem não ama
Não há placas, nem chassi
onde ja se viu
Um sujeito nem gostar de pessoa
onde já se viu ?
Ela gosta de se jogar
O estofado
O caro couro do carro
Encosta no acostamento
As costas queimam, os ombros mentem
Um lugar por acaso, mas acaso se mede?
Tudo que via eram páginas
Do velho jornal de pisar
Nem o apito do guarda sente
Máquinas movem luzes
Exceto o farol do enlatado pendente
Vou cantar
Cama na avenida
Asfalto molinho e quente
Minha vida se derrete
De repente
Eu sou um grande felizardo
Gasolina de partida num copo semente
Hoje eu sou buzina gemendo
é meu gemido que diz
Que um cara
abraçou minha amada
e foi ser infeliz
na curva
movimentos internos
Desvia, ele tá parado
A sorte protege latarias
A Luz acesa
vidro, dedo aberto
condicionado é o ar do encontro
a noite é dona do dia
O carro na propaganda
A vitrine do ostentar
O cara da propaganda
Com as chaves na varanda
Escolhe as feridas e borra a memória
Estado pleno, se basta
Madrugada ela virá
Pegando amores de quem não ama
Não há placas, nem chassi
onde ja se viu
Um sujeito nem gostar de pessoa
onde já se viu ?
Ela gosta de se jogar
O estofado
O caro couro do carro
Encosta no acostamento
As costas queimam, os ombros mentem
Um lugar por acaso, mas acaso se mede?
Tudo que via eram páginas
Do velho jornal de pisar
Nem o apito do guarda sente
Máquinas movem luzes
Exceto o farol do enlatado pendente
Vou cantar
Cama na avenida
Asfalto molinho e quente
Minha vida se derrete
De repente
Eu sou um grande felizardo
Gasolina de partida num copo semente
Hoje eu sou buzina gemendo
é meu gemido que diz
Que um cara
abraçou minha amada
e foi ser infeliz
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