Ritmo descompassado
A alma do poeta é o seu repouso
E o coração da musa, seu bálsamo;
Tua pele de alabastro
Riscada pela minha mão
Tal fosse uma faca,
Defrauda a paz de todo o meu ser.
E, em desespero, quem sabe...
Afogar-me-ia em goles de torpor
Se isto acaso te trouxesse
Às minhas mãos,
No entanto,
A despeito da nossa distância
O coração bate em descompasso
No exato ritmo do teu.
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