Vinicius Veloso

Vinicius Veloso

n. 1989 BR BR

Este que vos fala não considera a si próprio como um poeta em sua essência, mas como alguém que necessita da poesia. Os versos fazem parte da minha vida, admiro-os e reproduzo-os conforme os sinto.

n. 1989-08-05, São Luís

Perfil
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Meu acaso


Eis que a vida me presenteou

com o maior dos acasos,

pondo-me lado a lado

à minha outra parte,

uma que eu ainda não conhecia

e que ainda não desvendara,

a minha outra cara

metade rara

que só o amor me permitia...

E o que a vida escondia

passou a mostrar pro mundo

ficando decretado assim:

Tu do meu lado

É tudo pra mim...

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Biografia
Este que vos fala não considera a si próprio como um poeta
em sua essência, mas como alguém que necessita da poesia. Os versos fazem parte da
minha vida, admiro-os e reproduzo-os conforme os sinto. Poesia significa sentimento, e
este pressupõe vivência, numa sentença lógica a poesia pressuporia a vida.

Poemas

29

Meu acaso


Eis que a vida me presenteou

com o maior dos acasos,

pondo-me lado a lado

à minha outra parte,

uma que eu ainda não conhecia

e que ainda não desvendara,

a minha outra cara

metade rara

que só o amor me permitia...

E o que a vida escondia

passou a mostrar pro mundo

ficando decretado assim:

Tu do meu lado

É tudo pra mim...

313

O meu mundo

Tudo que nos rodeia é periférico
o que não te diz respeito
não me interessa.

Tu és o centro do meu mundo
e razão por que eu escrevo
por que caminho
por que me deleito
em pensamentos que vão de encontro
ao mesmo lugar.

Porque o que não nos pertence
é só detalhe
e o que não é de nós
não é. Inexiste.

Meu plano de felicidade
é muito simples
e o meu conceito de mundo
este que o teu espelho entrega.

e o meu olhar apaixonado
não nega
tampouco resiste
porque a imagem do teu rosto lindo
em meu mundo
é a única que existe.

329

Poesia não combina com felicidade


Poesia não combina com felicidade

Nem o amor com afobação

Para se construir um poema

[com sentimento]

É preciso morrer de saudade

E sofrer um pouco de solidão

No entanto em teus braços

Estou sempre seguro

Fazendo jogo duro com o tempo

Que insiste em passar rápido demais

Porque longe de ti tanto faz

Se é para sempre ou nunca mais;

Em teu domínio desconheço o mal

Vivo apenas do teu sentimento

E,afinal...

A poesia fica por um triz

Pois que enquanto eu estiver ao teu lado

Abdico de ser poeta

E prefiro ser feliz.

277

[Todo lugar em que não estás comigo...

Todo lugar em que não estás comigo

Torna-se um imenso vazio

Pouco importa qual cenário

Se tu não és paisagem

Pouco me importa

Se não há o teu rosto,

Sem o teu gosto

O teu gesto

O teu beijo

Esqueço-medo resto

Nada satisfaz,

Sem o teu peito

O teu cheiro

Não me refaço jamais

Sem tua Lua

O coração não se ilumina,

E mais

A poesia não rima

Eu caio em desatino

Com medo do destino

De perder o teu amor,

Por isso imploro ao tempo

Que diminua o desalento

Passando bem devagarzinho

A eternizar todo momento

Que tu estejas ao lado meu,

Para assim, quem sabe

Eu tenha daqui a eternidade

Para ser apenas teu.

272

Poeminha-quase-um-soneto


Desaprendi a medida da saudade

E desprezei o tempo da solidão

Quando descobri em ti, felicidade

Quando em ti encontrei minha paixão.

Aprendi a viver o tempo do amor

Quando nosso destino se viu entrelaçado

E a vida me fez um sonhador

Para viver e sonhar só a teu lado.

Entreguei-me totalmente em tuas mãos

Sem ao menos pedir-te licença,

Desejei do teu amor – onipresença,

Sem medo do inglório não;

E, apenas viver do amor que emanas

Meu bem,minha amada Luana.

265

Homônimas perfeitas

Tu és o nome que eu dei para minha saudade

Em um dia que o mundo chorou tua ausência

Para tentar suportar a triste realidade

Que o rastro do teu cheiro

Abandonou-me em abstinência.

Do teu constante sorriso

Restou-me apenas o silêncio

Onde houvera um olhar preciso

Agora só encontro o prenúncio

Dos dias de solidão que suportarei,

Mas enquanto o teu amor for só verdade

O teu nome seguirá se chamando ‘saudade’. 

258

Fuga e horizonte

Fugindo dos braços da tristeza

Eu corro em busca do abraço do destino

Apertando a mão da saudade com firmeza

Eu encaro um horizonte clandestino.

Corro fujo aperto encaro

E volto

Em um movimento nem sempre raro

Como a ingratidão de um mar revolto

Eu fujo dos braços da tristeza

E dessa vez ganho um abraço da saudade

E a mão já não tem tanta firmeza

Mas o horizonte ainda é minha liberdade.

240

O meu pássaro azul


O pássaro azul hoje parecenão sossegar-se.
Parece morrer de ansiedade
Por estar morto desaudade...
O pássaro azul hoje parecenão localizar-se
Procura abrigo em vão
Na prisão de tua liberdade
O pássaro azul hoje sóquer inclinar-se
Até beijar-te em despedida
Do único até logo que medeste em vida.
Hoje o pássaro azul sóquer cantar
Cantar as palavras quesussurraste em meus ouvidos
Mas a voz presa nagarganta não lhe deixa ecoar...
Hoje o pássaro azul sóquer voar
Mas dentro do meu peito
Antigo lar
O pássaro azul já deixoude morar...
 
253

Ritmo descompassado


A alma do poeta é o seu repouso
E o coração da musa, seu bálsamo;
Tua pele de alabastro
Riscada pela minha mão
Tal fosse uma faca,
Defrauda a paz de todo o meu ser.
E, em desespero, quem sabe...
Afogar-me-ia em goles de torpor
Se isto acaso te trouxesse
Às minhas mãos,
No entanto,
A despeito da nossa distância
O coração bate em descompasso
No exato ritmo do teu.
246

Se depender de mim

Se depender de mim

Não hei jamais de beijar outros olhos

Nem tampouco desejar outra lua cheia

Que não seja a que nos ilumina,

Se depender de mim

Não hei jamais de tocar outro rosto

Nem tampouco desejar outra boca

Que não pertençam a ti,

Se depender de mim

Não hei jamais de buscar outro caminho

Que não seja o que me leva aos teus braços

Nem tampouco desejar outros sinais

Que não sejam os do teu corpo,

Se depender de mim

A cada despedida

Para sempre teu nome será amor

E o meu saudade.

 

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